Vanja Hertcert - Arquitetura

Jornal Gazeta

Cimento Verde

O cimento ecológico é produzido no Brasil desde 1952, e precisou tempo para romper a barreira do preconceito por parte dos construtores, por conter em sua fórmula, resíduos industriais.

Com a maior consciência ambiental que está se desenvolvendo, este material já representa quase 20% do consumo brasileiro.

A indústria do cimento é responsável por cerca de 5% das emissões de gás carbônico de todo o mundo. O seu processo de produção libera, por cada tonelada produzida, a mesma quantidade de CO².

Como sair desta encrenca e construir sem utilizar cimento?

Pois estudos realizados concluíram que o clínquer, principal componente da fórmula, é o principal vilão. E a saída para combater este impacto da atmosfera será reduzir a quantidade deste ingrediente em sua composição.

Já existe um tipo de cimento, o chamado CPIII, que substitui parte do clínquer por escórias da indústria siderúrgica, um material nobre que é descarte da fusão de minério de ferro, coque e calcário.

No Brasil este cimento se encontra com mais facilidade na região Sudoeste, pela presença de nossas principais siderurgias, sendo que este novo cimento utiliza 70% do resíduo produzido pelas indústrias do aço.

O CPIII também comprovou sua maior durabilidade e menor custo com relação ao cimento tradicional.

Este chamado "cimento verde" é compatível com qualquer uso em obra como substituto do cimento tradicional. Mas sua maior resistência e processo de cura ligeiramente mais lento o tornam especialmente indicado para peças estruturais importantes, como fundações, lajes e pilares.

O único cuidado a ser observado é a cura, que deve receber água em abundância e acompanhada com atenção.

O CPIII é produzido no Brasil desde 1952, e precisou tempo para romper a barreira do preconceito por parte dos construtores, por conter em sua fórmula, resíduos industriais. Com a maior consciência ambiental que está se desenvolvendo, este material já representa quase 20% do consumo brasileiro.

No Sul temos o cimento pozolâmico, chamado CPIV, que emprega o resíduo das termoelétricas e tem desempenho muito semelhante ao CPIII.

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